O Bom Pastor

O Bom Pastor
Evangelizar é Preciso

SEJA BEM VINDO Á EVANGELIZAÇÃO

SEJA BEM VINDO Á EVANGELIZAÇÃO CONSTRUIR UMA EVANGELIZAÇÃO CAPAZ DE TRANSFORMAR PESSOAS, PROPORCIONANDO UM BEM ESTAR SOCIAL,VOLTADO PARA OS PRINCÍPIOS CRISTÃS. TEMOS A RESPONSABILIDADE DE PROPORCIONAR CONTEÚDOS VOLTADOS PARA UMA EVANGELIZAÇÃO CRISTÃ.

Coração de Jesus Santuário de Fé !

Coração de Jesus  Santuário de Fé !
Santuário Coração de Jesus -Mossoró -RN...Clic..e visite.
Mostrando postagens com marcador Evangelizaçao. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Evangelizaçao. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de agosto de 2026


 Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

 

A catequese é o cerne da ação evangelizadora da Igreja; é pela catequese batismal que iniciamos a nossa vida de fé e somos incorporados na Igreja de Cristo. Ainda mais agora neste mundo em que vivemos é de vital importância o anúncio da Palavra de Deus. Um mundo onde as pessoas têm diversas outras ocupações e distrações. Seja por meio do celular, da televisão e da internet, temos que chamar a atenção de alguma forma para a Palavra de Deus.

Em todos os lugares onde há pessoas sedentas de Deus é preciso levar para essas pessoas o anúncio da Palavra de Deus, cumprindo assim o mandato de Jesus “Ide por todo mundo e a todos pregai o Evangelho”, mesmo que não nos escutem, deixamos para elas, nesses lugares, plantada a semente da Palavra de Deus.

Jesus Cristo é a palavra “encarnada” do Pai, Deus o “revelou” ao ser humano, para que por meio dele pudéssemos conhecer a intimidade do Pai. Essa revelação se dá por meio do Espírito Santo que nos ajuda a entender e a compreender a Palavra de Deus. Os responsáveis por propagar essa Palavra são os catequistas, chamados por Deus, por uma vocação dada do alto, a anunciar essa Palavra.

Os catequistas podem ser os leigos batizados, que são por excelência discípulos missionários de Jesus e chamados a cooperar no plano de salvação de Deus. Devem ser os padres que são os catequistas por excelência em suas comunidades e os diáconos que são os ministros da Palavra e chamados também a propagar essa palavra a todos aqueles que de coração sincero queira recebê-la. Devem ser os Bispos, que são sucessores dos Apóstolos, e chamados a propagar em cada canto da terra a mensagem de salvação.

A catequese pode ser vista também como sinal de conversão, ou seja, por meio do anúncio da Palavra de Deus que entra pelos ouvidos e desce ao coração, o Espírito Santo pode suscitar na pessoa o dom da fé. Nesse caso se trata do querigma, que é o primeiro anúncio de Deus que eu faço para uma pessoa que será batizada.

A catequese deve começar desde a base, ou seja, no Batismo que é o sacramento que abre as portas para fé e a partir do Batismo, passar pela catequese preparatória para a Eucaristia e a Crisma. O papel da catequese é mostrar por meio da Palavra de Deus que os Sacramentos são sinais sagrados pelos quais Deus quis manifestar o seu grande amor por todos nós.

A catequese deve ser mistagógica, ou seja, adentrar nos mistérios de Cristo e da Igreja e de tudo que os envolve. Aprofundar os Sacramentos em sua essência e perceber juntos que os Sacramentos são um sinal do singular amor deixado por Deus para nós. Explanar, sobretudo, na catequese batismal que os Sacramentos, especialmente, o Batismo e a Reconciliação são a porta de entrada e de reingresso na Igreja e sinais de reconciliação e aliança com Deus e com os irmãos e irmãs.

A catequese deve se enquadrar e adaptar a cada cultura local onde ela se insere. A catequese deve ser dinâmica. Não deve ser algo parado que não atraia os catequizandos, mas fazer com que a Palavra de Deus e os Sacramentos sejam um sinal de alegria para eles.

Na catequese se anuncia o olhar misericordioso de Deus e o quanto Ele fica contente quando alguém se arrepende de seus pecados e volta para o seu convívio, para a sua intimidade. Por isso os Sacramentos são apresentados como um sinal do amor misericordioso de Deus por nós.

A catequese nos ensina a participar da vida comunitária junto com os demais membros da comunidade, formando assim uma comunidade de fé. Aqueles que já são batizados acolhem aqueles novos membros que chegam. Por isso na liturgia do Sábado Santo, na qual celebramos a Vigília Pascal está prevista a acolhida de novos fiéis que, depois de percorrerem um caminho catecumenal recebem o Batismo, a Crisma e a Eucaristia, e são convidados a fazer parte daquela comunidade de fé. A comunidade paroquial é uma comunhão de fiéis, que juntos professam a mesma fé em Deus.

A Igreja existe para evangelizar, ou seja, para levar a Boa Nova a todas as pessoas de boa vontade que queiram ouvir a Palavra de Deus, encontrar Jesus Cristo e segui-lo. Faz parte da missão da Igreja, os catequistas prepararem aqueles que receberão os Sacramentos e depois como consequência esses que receberam os Sacramentos são chamados a serem os propagadores do Evangelho. Dando assim continuidade a missão que eles receberam. Dessa forma a Igreja estará em constante missão e Palavra de Deus nunca morrerá.

 Que os nossos catequizandos possam ser os futuros catequistas e anunciadores do Evangelho, que eles levem adiante a missão dada por Jesus. Seremos “felizes” a cada vez que testemunharmos a ação do Espírito que leva à conversão por meio da Palavra de Deus e por intermédio do testemunho eclesial dos cristãos. É preciso ir atrás sempre da “ovelha perdida” e ficarmos felizes ao cuidar das suas feridas, fazendo com que ela tome parte do rebanho novamente. O processo de conversão é permanente, pois a cada dia devemos pedir a Deus que nos dê o dom da fé, de sempre acreditar em sua Palavra. A adesão a Jesus Cristo deve se consolidar no dia a dia da nossa vida.

Para que o ensino da Palavra de Deus e a consequente evangelização sejam constantes temos que sempre ter meios para que essa continue viva e eficaz em nossa casa, comunidade, bairro e cidade. Devemos sempre propor o estudo da Palavra de Deus, fazendo círculos bíblicos de aprofundamento da Palavra. Formações da Palavra, recolhimento espiritual, e as outras diversas formas para manter viva a transmissão da Fé e da Palavra de Deus.

A finalidade por excelência da catequese é nos colocar em comunhão com Jesus Cristo e conhecer a sua intimidade e a relação de “amor” da Santíssima Trindade, aprofundando a nossa comunhão com Ele porque desejamos participar dos Sacramentos deixados por Jesus. De certa forma fazemos o caminho catecumenal para que possamos entender o porquê estamos ali, preparando-nos para receber os Sacramentos. A comunidade paroquial deve ser a semelhança da Santíssima Trindade essa comunhão de “amor” entre os paroquianos.

A catequese nos ajuda a professar a fé no Deus “único” Pai, Filho e Espírito Santo, compreendendo que a cada etapa da história da Salvação houve um momento certo para cada pessoa da Santíssima Trindade se revelar, lembrando, contudo, que toda a ação externa embora atribuamos individualmente às pessoas, são ações da Santíssima Trindade. Dizemos que Deus-Pai cria; Deus-Filho redime; Deus-Espírito Santo santifica, em verdade é a Trindade que cria, redime e santifica!

Portanto, muita coragem e empenho a todos os catequistas e aqueles que trabalham com a Palavra de Deus, para que esta Palavra tenha o poder de chegar sempre a um número maior de pessoas. E que a catequese seja sempre o cerne da “ação evangelizadora da Igreja”, desde o Batismo até a vida adulta das pessoas.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Evangelização: As várias dimensões da missão




A missão evangelizadora da Igreja tem várias dimensões e assume também um papel de transformação social. Esta componente inclui todo o vasto espectro das preocupações sociais, que vai da atenção concreta à educação, à saúde ou à família até à promoção do bom governo ou da paz.


Para muitos católicos, a evangelização é um termo pouco familiar e relativamente novo. O Concílio Vaticano II, assim como os Papas mais recentes, puseram a evangelização no centro da identidade e da missão da Igreja. Hoje, a Igreja considera que «os elementos principais» da sua missão e da evangelização são: presença e testemunho; compromisso com o desenvolvimento social e a libertação humana; vida litúrgica, oração e contemplação; diálogo inter-religioso; proclamação e catequese.
Em suma, a verdadeira missão evangelizadora da Igreja é constituída por diversos componentes e dimensões, que fazem parte integrante da mesma. Esta visão integral ou holística serviu bem a Igreja durante as últimas décadas. Através de uma análise conjunta das cinco dimensões da evangelização, adquire-se clareza, capacidade de introspecção e de proceder a uma adequada integração. Esta é a visão católica da evangelização.

Primado do testemunho


Para Paulo VI, que afirma que «evangelização significa levar o Evangelho a todos os estratos da humanidade» (en 18), a presença cristã e o testemunho de vida constituem «o acto inicial da evangelização». As actividades diárias, como viver juntos em harmonia, viver com integridade, cumprir fielmente os próprios deveres na comunidade — tudo isto deve constituir um elementar «testemunho de fé» que demonstra como a vida humana é transformada pela fé e pelos valores cristãos. Através deste testemunho silencioso, sem palavras, os «cristãos despertam perguntas irresistíveis nos corações daqueles que vêem como eles vivem» (en 21). E, no mundo de hoje, as pessoas desejam e respeitam testemunhas autênticas. Na Ásia, a madre Teresa de Calcutá (beatificada em 19 de Outubro de 2003), mundialmente conhecida pelo seu cuidado amoroso e altruísta para com os mais pobres dos pobres, é um «ícone» da presença, da vida e do serviço cristãos.

Integração


Viver em comunidade como bons vizinhos, baseados em convicções de fé, deve naturalmente resultar num compromisso com o desenvolvimento social e a libertação humana, num serviço que genuinamente se presta à humanidade. Isto significa servir os mais desafortunados, testemunhar a justiça, defender a integridade da criação; esta dimensão da evangelização inclui toda a área de preocupações sociais, desde a construção da paz, dos serviços de educação e saúde, à promoção da vida em família e ao bom governo. A área da transformação social e da promoção humana é uma área vasta da missão evangelizadora da Igreja (rm 58-60). A evangelização integral e a libertação deverão incluir necessariamente a vida litúrgica, a oração e a contemplação. Ninguém pode, efectivamente, estar comprometido com a missão da Igreja sem uma fé forte e uma vida de oração. A evangelização precisa de homens e mulheres santos que se inflamem no fogo do amor de Cristo; espalhar o fogo do Evangelho será somente realizado por aqueles que já foram inflamados com uma experiência de Cristo. A santidade é uma condição insubstituível para os evangelizadores. A «experiência de Deus» alcançada na oração e na contemplação, na vida sacramental e litúrgica iluminará e transformará todas as outras dimensões da evangelização (en 23, 43-44, 47; rm 46-49, 87-92).

Contextualização

Todas as actividades de evangelização da Igreja estão introduzidas em contextos específicos. Na Ásia, por exemplo, todas as actividades de evangelização assumem naturalmente uma dimensão inter-religiosa. Assim, a Igreja na Ásia, como acontece na maioria dos lugares no mundo de hoje, realiza a sua missão em culturas pluralísticas e diversas; participa no diálogo inter-religioso, cooperando com os seguidores das maiores tradições religiosas. O diálogo inter-religioso assume uma grande variedade de formas; temos o diálogo da vida diária, as acções comuns em prol da transformação social, as iniciativas levadas a cabo pelos peritos religiosos e as experiências de intercâmbio ao nível de fé, assim como outras formas. O Papa João Paulo II afirmou que «o diálogo inter-religioso é uma parte da missão evangelizadora da Igreja» (rm 55). Este diálogo emerge das próprias convicções de fé. Nas circunstâncias contemporâneas, o diálogo com as religiões e culturas são uma resposta cristã verdadeiramente adequada (rm 52-54, 55-57) e à altura dos tempos.

Anúncio

Finalmente, temos ainda a proclamação explícita do Evangelho. Esta dimensão da evangelização inclui a pregação, a catequese na vida cristã, o ensino e a transmissão dos conteúdos da fé. Em suma, isto significa «contar a história de Jesus». Quando o Espírito Santo abre a porta, e quando o tempo se revela oportuno, os cristãos contam a história de Jesus, dando testemunho explícito e demonstrando a fé. Os outros são convidados, em liberdade de consciência, para seguir, para vir conhecer Jesus. Através da proclamação, os cristãos aprofundam a instrução na sua própria fé; este é o processo pelo qual a fé cristã é comunicada de geração em geração (rm 44-51).

Toda a Igreja

Obviamente, estas cinco dimensões de uma compreensão integral da evangelização complementam-se e reforçam-se. Falando da complexidade da acção evangelizadora da Igreja, Paulo VI fez um aviso oportuno: «Qualquer definição parcial e fragmentária que tente apresentar a realidade da evangelização em toda a sua riqueza, complexidade e dinamismo corre o risco de empobrecê-la e mesmo de distorcê-la.» O Papa continuou: «É impossível compreender o conceito de evangelização a menos que se tente manter em vista todos os seus elementos essenciais» (en 17). Assim, os elementos da justiça social, do diálogo inter-religioso, da construção da paz, da promoção da educação e saúde, do testemunho de vida, etc., não são simplesmente «preparatórios» da evangelização: todos os cinco «elementos principais» são constitutivos de uma compreensão integral. Paulo VI e João Paulo II expandiram os horizontes da evangelização; a visão mais restritiva, que sustentava que somente a proclamação explícita do Evangelho e a vida sacramental constituíam a missão da Igreja, foi superada. Em conjunto com esta visão alargada da evangelização, encontramos uma ênfase renovada na natureza missionária de toda a Igreja (cf. ag 2). Cada membro baptizado da Igreja é um evangelizador, quer seja leigo, ordenado ou religioso. Antes, quando a evangelização estava ligada mais exclusivamente com a proclamação explícita do Evangelho, a vida sacramental e os ministérios ordenados, os leigos tinham dificuldade em compreender como podiam e deviam ser evangelizadores – e em apreciar essa sua vocação dentro da Igreja. Hoje, a evangelização católica envolve toda a Igreja (do topo à base; especialmente, todas as Igrejas locais), todos os estados de vida (laico, religioso, ordenado, casado, solteiro), todas as actividades apostólicas e formas de testemunho (os cinco elementos principais). A totalidade da evangelização cristã missionária envolve todos estes aspectos.

Missão «de Deus»

Quando muitas palavras já foram ditas, quando já muita tinta correu, quando definições e categorias foram esclarecidas, e quando mais uma apresentação foi concluída, mais os cristãos católicos devem afirmar radicalmente que «toda a missão e evangelização são projecto de Deus. O Espírito Santo é sempre o agente principal da evangelização». Para evangelizadores, missionários, catequistas, religiosos e leigos, missão significa necessariamente tentar encontrar quais os desígnios de Deus e o que Ele está a fazer. Assim, o evangelizador autêntico curva-se perante a vontade de Deus, rende-se alegremente ao plano de amor de Deus e emprega toda a sua energia e esforços para se tornar um instrumento digno que permita que o plano de Deus se revele. A evangelização, no fundo e no cerne, é um assunto de fé (cf. rm 11). Para um cristão, viver é evangelizar!
 


Missão, porquê?


A renovação do sentido da missão exigirá também uma renovação das motivações para a missão. Tem-se observado em alguns um enfraquecimento destas motivações tão necessárias para perseverar nesta tarefa exigente. Porque é que, na verdade, devemos evangelizar?

Evangelizamos, primeiro que tudo, num sentido profundo de gratidão a Deus. A missão é, acima de tudo o mais, um extravasar desta vida dos corações gratos transformados pela graça de Deus. Essa é a razão por que é tão importante para nós cristãos ter uma experiência de fé profunda do amor de Deus em Jesus Cristo (Rom 8,39). Sem uma experiência pessoal deste amor recebido como dádiva e mercê, nenhum sentido da missão pode florescer.

Mas missão é também um mandato. Evangelizamos porque somos enviados para todo o mundo para fazer discípulos de todas as nações. Quem nos envia é Jesus. Envia-nos numa missão que é parte da epifania do plano de Deus. Não podemos cumprir esta missão fora dele (Jn 15:4-5). Mas Ele assegura-nos que permanecerá connosco todos os dias até ao fim do tempo (Mt 28:20), e enviou-nos o Seu Espírito de modo que nós pudéssemos ser suas testemunhas até aos confins da Terra (Actos 1,8).

Missão é também partilha dos dons que recebemos. Infelizmente, para muitos católicos, a fé é somente algo para ser recebido e celebrado. Não sentem que é algo para ser partilhado. A natureza missionária da dádiva da fé deve ser inculcada em todos os cristãos. Todos devem ser ajudados a compreender que Deus nos chamou para ser cristãos, não somente para que possamos ser salvos, mas para que possamos colaborar na salvação dos outros.

Finalmente, evangelizamos porque o Evangelho é fermento para a libertação e para a transformação da sociedade. O nosso mundo precisa dos valores do Reino e de Cristo a fim de trazer o desenvolvimento humano, a justiça, a paz e a harmonia com Deus, entre os povos e com toda a criação por que os povos da Ásia anseiam.


Bispos da Ásia, FABC V



terça-feira, 15 de maio de 2018

Evangelizar é anunciar o amor



Convencidos como estamos de que “a missão evangelizadora da Igreja é essencialmente o anúncio do amor, da misericórdia e do perdão de Deus”, como recorda, e muito bem, o Santo Padre na sua Mensagem para o Dia Mundial das Missões, urge assumir uma postura optimista na hora de partilharmos a nossa experiência de fé com quem ainda não descobriu Jesus Cristo e o seu Evangelho.
Afinal, os cristão são, há muito, o maior número entre as diversas religiões do mundo, com os seus mais de dois mil milhões de fiéis, num universo que já ultrapassa os seis mil milhões de habitantes. Cristãos, isto é, católicos, protestantes, ortodoxos e anglicanos, entre outros, são todos os que professam Jesus Cristo e O aceitam como Senhor e Redentor da humanidade.

É certo que a muitos níveis passamos a vida a menosprezar a acção dos cristãos, face à messe por desbravar, com lamúrias que não conduzem a nada, mas a verdade é que, se olharmos bem, a mensagem de salvação está presente nos mais variados cantos da Terra, espalhada por gente generosa que se entrega à missão com o exemplo de vida e com o fervor de quem acredita num mundo melhor, marcado pelos valores que dimanam do Evangelho.
Mas se é correto valorizarmos tudo quanto tem sido feito pelos cristãos de várias correntes, também não podemos quedar-nos à sombra do trabalho por eles desenvolvido, como se tivéssemos o direito de nos alhear das nossas responsabilidades baptismais, que nos devem obrigar a estar com todos os que deixam tudo para servir a Boa Nova da Salvação anunciada há dois mil anos.

Cresce o número dos que ignoram Cristo

Diz o Papa que “o número daqueles que ignoram Cristo e não fazem parte da Igreja está em contínuo aumento; mais ainda: quase duplicou, desde o final do Concílio. A favor desta imensa humanidade, amada pelo Pai a ponto de lhe enviar o seu Filho, é evidente a urgência da missão”. De facto, apenas um terço da humanidade aceita Cristo, pelo que a tarefa evangelizadora tem ainda um longo caminho para percorrer, pelo nosso testemunho de vida, pela palavra, pela oração e pela partilha generosa.

Um dado curioso e que nos deve interpelar está no facto de o islamismo continuar a crescer, mesmo no ocidente, tendo no mundo já ultrapassado o próprio catolicismo. A isso não será alheio o seu fervor religioso e a vivência diária daquilo em que acredita, em perfeito contraste com a crescente indiferença dos cristãos. Por exemplo, na Diocese de Aveiro, com 310 mil habitantes, apenas participam nas eucaristias dominicais cerca de 80 mil. Os outros 230 mil ficam-se pelo grupo dos chamados “católicos não praticantes” ou de vivência cultual esporádica.

Quando falamos de missão no seio da Igreja, logo associamos a ideia da divulgação do Evangelho em África e na Ásia, sobretudo, quando, afinal, há tanto que fazer entre nós. E o trabalho a fazer tem de passar, antes do mais, pelo testemunho de fé no dia-a-dia, quer na defesa dos valores do cristianismo, quer mesmo nas opções políticas, sociais, artísticas e culturais.
Os cristãos têm de exorcizar o indiferentismo e o individualismo que campeiam nas comunidades religiosas, ao mesmo tempo que devem valorizar projectos de evangelização que apostem na defesa dos valores que têm suportado a nossa civilização.

Refere o Santo Padre que “nunca nos devemos envergonhar do Evangelho e nunca devemos ter medo de nos proclamarmos cristãos, silenciando a própria fé. Ao contrário, é necessário continuar a falar, alargar os espaços do anúncio da salvação, porque Jesus prometeu permanecer sempre e de qualquer forma presente entre os seus discípulos”.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Evangelização Cristã



 
COMO DEVEMOS EVANGELIZAR

Para começar, o ganhador de almas tem de ter experiência própria da salvação. É um paradoxo al­guém conduzir um pecador a Cristo, sem ele pró­prio conhecer o Salvador. Isto é apontar o caminho do Céu sem conhecê-lo. Quem fala de Jesus deve ter experiência própria da salvação. (Ver Sl 34.8 e 2 Tm 1.12.)

1. O uso da Palavra de Deus e seu estudo cons­tante (2 Tm 2.15)

Este é um dos fatores do crescimento espiritual e da prática de ganhar almas. Estando nosso cora­ção cheio da Palavra de Deus, nossa boca falará dela (Mt 12.34). É evidente que o ganhador de al­mas precisa de um conhecimento prático da Bíblia; conhecimento esse, não só quanto à mensagem do Livro, mas também quanto ao volume em si, suas divisões, estrutura em geral, etc. Sim, para ganhar almas é preciso "começar pela Escritura" (At 8.35).

Aquilo que a eloquência, o argumento e a per­suasão humana não podem fazer, a Palavra de Deus faz, quando apresentada sob a unção do Espí­rito Santo. Ela é qual espelho. Quando você fala a Palavra, está pondo um espelho diante do homem. Deixe o pecador mirar-se neste maravilhoso espe­lho! Assim fazendo, ele aborrecerá a si mesmo ao ver sua situação deplorável.

Está escrito que "Pela lei vem o conhecimento do pecado" (Rm 3.20). Através da poderosa Pala­vra de Deus, o homem vê seu retrato sem qualquer retoque, conforme Is 1.6. No estudo da obra de ga­nhar almas, há muito proveito no manuseio de li­vros bons e inspirados sobre o assunto. Há livros deste tipo que focalizam métodos de ganhar almas; outros focalizam experiências adquiridas, o desafio, o apelo e a paixão que deve haver no ministério em apreço. A igreja de Éfeso foi profundamente espiri­tual pelo fato de Paulo ter ensinado a Palavra ali durante três anos, expondo todo o conselho de Deus (At 20.27-31). Em Corinto ele ensinou dezoito me­ses (At 18.11). Veja a diferença entre essas duas igrejas através do texto das duas epístolas (Coríntios e Efésios).

2. Uma vida correta

Paulo evangelizando pessoalmente a Félix, o go­vernador da Judéia, disse: "Procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens" (At 24.16). A consciên­cia nos seus dois lados - para com Deus e para com os homens - deve estar limpa. Muitos crentes têm sido desaprovados por Deus por falharem nesta parte. Trabalham à toda força e frutos não há. Perguntam: "Por que não há frutos no meu trabalho?" As Escrituras respondem em Is 52.11. Davi com­preendia que o pecado é um impedimento à conver­são dos pecadores (Sl 51.2-13). Consideremos aqui os seguintes textos:

- 1 Pe 1.15           Aqui a santidade é requerida em to­das as maneiras de viver.
- Fp 1.27              Mostra que a nossa conduta deve ser conforme o Evangelho.
- Rm 12.1,2          O ensino aqui é que não devemos ter uma vida conformada com o mundo. O povo de Deus deve caminhar o mais possível distante do mundo.

Certo patrão estava examinando um grupo de motoristas, a fim de selecionar um deles para ficar como empregado de sua firma. A certa altura do teste, surgiu a seguinte pergunta dele: "Se vocês fossem por uma estrada, beirando um precipício, qual seria a menor distância a que chegariam da beira do abismo, respeitando os limites de segurança?" Os motoristas querendo demonstrar habilida­de e experiência, foram dizendo: "um metro", "me­nos de um metro", "meio metro". Nenhuma res­posta agradava o patrão até que um deles disse: "Eu caminharia tão longe quanto possível do pre­cipício". Este candidato foi aceito para o emprego. Assim deve ser também na vida espiritual... O des­crente não lê a Bíblia, mas lê a vida do crente, que de fato deve ser uma Bíblia aberta! (2 Co 3.2).

3. Aprendendo com o supremo ganhador de al­mas - Jesus (Mt 4.19)

Em sacrifício, amor, serviço e métodos na obra de ganhar almas, Jesus é o nosso perfeito exemplo. Entre os diversos casos de evangelização pessoal do Senhor Jesus, abordaremos um - o da mulher samaritana, em João capitulo 4. Se seguirmos os passos de Jesus para ganhar a samaritana, muito aprendere­mos quanto à evangelização pessoal. Em seu minis­tério, inúmeras vezes Jesus pregou a milhares de ouvintes; entretanto, um dos seus mais belos ser­mões - o de João 4 -, foi proferido perante uma só alma. Isto revela também a importância do tes­temunho pessoal. Noutra ocasião, Jesus dirigiu um extenso estudo bíblico para dois discípulos (Lc 24.27).

Sigamos, pois, os passos do Senhor ao ganhar a samaritana:

3.1 Ter amor, espírito de sacrifício (vv. 4,6,8). O v.4 fala de sacrifício; o v.6, de cansaço; e v.8, de necessidade (fome). Tudo por causa duma alma perdida. É interessante notar que Jesus estava cansado da viagem (v.6), mas não do trabalho. O ga­nhador de almas deve estar possuído de ardente amor e compaixão pelos perdidos. O apóstolo Paulo tinha a mesma paixão (Rm 9.2,3).

3.2 Ir ao encontro do pecador (v.5). Notai como o Senhor Jesus foi do geral ao particular: primeiro, à província de Samaria (v.4), depois à cidade de Sicar (v.5), e por último à fonte de Jacó, para onde a mulher deveria vir (v.6). Jamais deveremos esperar que os pecadores venham ao nosso encontro. Jesus mostrou, em Mt 4.19, que a obra de ganhar almas é comparada a uma pescaria espiritual. O pescador tem de colocar-se no local da pesca, se quiser apanhar peixes. Noutras passagens da Bíblia encontramos o mesmo ensino, como em Lc 15.4. O profeta Ezequiel, conduzido pelo Espíri­to Santo, foi até os cativos do seu povo e sentou-se entre eles (Ez 3.14,15).

3.3 Paciência (v.6). Diz o texto: "Assentou-se". Assim fez, esperando pelo pecador. (Ler At 17. 2.)

3.4 Entrar logo no assunto da salvação (v. 7). Há sempre uma porta aberta para se falar da salvação. No caso da samaritana, o assunto do mo­mento era água e sede, e logo Jesus falou da água da vida que sacia a sede da alma. Vemos um caso idêntico em Atos capítulo 8. Aí o assunto era leitura e logo o servo de Deus iniciou a conversa com uma pergunta também sobre leitura (v.30). Em João, capítulo 3, quando Jesus conversava com Nicodemos, talvez soprasse uma brisa, e logo Ele usou o vento como figura (v.8).

3.5 Ficar a sós com quem está falando (v. 8). Quando alguém estiver falando com um peca­dor a respeito da salvação, evite perturbá-lo, a me­nos que seja convidado.

3.6 Deixar os preconceitos raciais ou sociais (vv. 9,10). Jesus veio desfazer todas as barreiras que impe­dem a perfeita relação entre Deus e o homem, e en­tre este e seu semelhante. Os preconceitos têm cau­sado grandes males na sua ação destruidora de se­parar, ao passo que Jesus veio unir (Ef 2.11-22).

3.7 Não se afastar do assunto da salvação (vv. 9-13). No v.9, a mulher alega o problema do preconcei­to. No v.12, Jesus volta ao assunto inicial: água, mas agora água da vida. Nos vv.11,12, a mulher apresenta dificuldades. Nos vv.13,14, Jesus volta ao assunto inicial: salvação. Resultado: no v.15 já há na pecadora um certo grau de interesse.

3.8 Fazer ver ao ouvinte que ele é pecador (v.16). Jesus sabia que a samaritana não tinha marido, mas para motivar uma declaração dela, disse-lhe: "Chama o teu marido e vem cá". Muitos pecadores não se podem salvar porque não querem reconhecer que são pecadores e muito menos perdidos.

3.9 Não atacar defeitos, nem condenar (v. 18). Isto não quer dizer que vamos bajular alguém ou concordar com sua vida ímpia e pecaminosa.

3.10   Evitar discussão (vv. 20-24). Não permi­tir que a conversa degenere em discussão. No v.20, a mulher aponta o fato de os judeus desacreditarem na religião dos samaritanos. É costume também o pecador apontar falhas nas igrejas e nas vidas de certas pessoas crentes. Isto mostra que tais ouvin­tes, em lugar de olhar para Cristo, estão atrás de igrejas e pessoas. O alvo perfeito é Cristo (Hb 12.2). Crentes errados darão conta de si mesmos (Rm 14.12).

Diz uma autoridade em Relações Humanas: "Você nunca vencerá uma discussão. Se perder, perdeu mesmo, e se ganhar perdeu também, porque um homem convencido contra a vontade, con­serva sempre a opinião anterior. Quem perde numa discussão fica ferido no seu amor próprio".

3.11 O sexo influi, às vezes (v. 27). O ideal é falar com pessoas do mesmo sexo, sem contudo fa­zer disso uma lei. É provável que se uma mulher falasse à samaritana, talvez não prendesse tanto a sua atenção.

Outros exemplos de Jesus evangelizando pes­soalmente:

a) Jesus e Nicodemos (Jo 3.1-21).
b) Zaqueu, o publicano (Lc 19.1-28).
c) O cego Bartimeu (Mc 10.46-52).
d) O malfeitor na cruz (Lc 23.39-43).
e) O doutor da lei (Lc 10.25-37).
f) O jovem rico (Mt 19.16-30).
g) A mulher adúltera (Jo 8.1-11).
h) A mulher enferma (Mc 5.25-34).
i) A mulher siro-fenícia (Mc 7.24-30).
j) O paralítico de Cafarnaum (Mc 2.1-12).

4. Ser cheio do Espírito Santo

Nos negócios puramente humanos, o homem pode ter êxito e promover o progresso. Isto acontece nas construções, nas indústrias, no comércio, na ar­te, nas ciências, etc, mas no tocante à obra de Deus, só pode de fato haver avanço quando ela é acionada pelo Espírito de Deus. Ele é que comuni­ca vida. Quando o trabalho do Senhor passa a ser dirigido exclusivamente pelo homem, torna-se em organização mecânica, fria e estéril. A Igreja de Deus, quando dinamizada pelo Espírito Santo, é de fato um organismo vivo, que cresce sempre para a glória de Deus. A ordem de Jesus à Igreja para pre­gar o Evangelho está intimamente ligada à ordem para receber o poder do alto, como se vê em Lc 24.49; At 1.8. O poder de Deus faz a diferença. O apóstolo Pedro, fraco e tímido antes do Pentecoste, tornou-se coluna, após o revestimento de poder.

Todo o crente nascido de novo tem em si o Espí­rito Santo (1 Co 3.16), mas o poder glorioso para o testemunho e serviço de Cristo, vem com toda ple­nitude aos servos batizados com o Espírito Santo (At 1.4,5,8; 2.1-4). Após o crente ter sido cheio do Espírito Santo é preciso permanecer cheio sempre (Ef 5.18). Aí não se trata de um convite divino, mas de uma ordem.

5. É preciso orar sempre (Ef 6.18,19)

A oração abre portas e remove barreiras. Ela é o meio de comunicação com Deus. A Igreja nasceu quando em oração, e é nesse ambiente que ela cres­ce e se desenvolve (At 1.14). Pedro estava orando quando Deus o usou para a salvação de Cornélio, seus parentes e amigos (At 10). (Ver Sl 126.6; At 20.31.) É mais fácil falar ao pecador sobre Deus, depois que falamos com Deus sobre o pecador...

6. Fé na operação da Palavra de Deus.

Quando falamos a Palavra de Deus, precisamos confiar no seu autor. A nós crentes compete anun­ciar a Palavra; a Deus, operar. Aquele que disse "Ide por todo o mundo", também disse "Eis que es­tou convosco". Devemos falar a Palavra com plena convicção de que é o poder de Deus para salvação de todo o que crê (Is 55.11; Rm 1.16). Há pecadores que aceitam a mensagem da sal­vação com toda a simplicidade, outros não. Se o ir­mão está procurando levar uma alma a Cristo, nun­ca desanime. Certo irmão sueco orou 50 anos para Jesus salvar determinada pessoa, e viu-a aceitar o Salvador. O Dr. R. A. Torrey, célebre ganhador de almas, orou 15 anos por uma pessoa, e esta veio a crer em Jesus. Os homens que conduziam o paralítico de Lucas 5 só conseguiram chegar à pre­sença de Jesus, subindo ao eirado, o que não era muito fácil. Mas não desanimaram. Isto é perseve­rança. Às vezes é preciso um esforço assim. Qual­quer caso, mesmo os piores, acham solução no Senhor Jesus. Para Deus nunca houve impossíveis. Ele é especialista nisso! Portanto, é preciso anun­ciar a Palavra com plena confiança na sua divina ação. Quando você estiver falando de Jesus, ore em espírito para que Deus honre a Palavra dele e mani­feste o seu poder salvador.

7. É preciso amor

Fé e amor andam juntos na evangelização. Quaisquer outros recursos serão meros paliativos, como relações humanas, sociologia etc. Jesus foi a personificação do amor. Ele salvou os pecadores amando-os até o fim (Jo 13.1). Sua posição ao mor­rer de braços abertos na cruz é a expressão máxima do amor. Ali, num gesto de infinito alcance, Ele uniu os dois povos com seus braços acolhedores (ju­deus e gentios).

8. A apresentação pessoal

Cuide disso. Sua aparência é importante, como é importante a mensagem que você leva. Deus pode usar quem Ele quiser e o que Ele quiser, até uma queixada de jumento, como no caso de Sansão, mas quanto à sua aparência pessoal, irmão, fica a seu critério. Cuide de sua apresentação, mas sem exa­gero. Roupa passada, gravata no lugar, limpeza ge­ral, inclusive das unhas; barba bem feita, cuidado com o hálito. O traje deve ser modesto, decente e de bom gosto. Um traje mundano, imoral e indecente não é próprio do cristão; pode atrair o povo, mas não para Cristo. Não permita que seu traje seja mo­tivo de atração para os ímpios, desviando, assim, a atenção a Cristo. Diz a Palavra de Deus no Sl 103.1: "Tudo o que há em mim bendiga o seu santo no­me".

9. O uso da fala (1 Co 14.9)

Ao ler a Bíblia ou falar ao pecador, procure evi­tar solecismos prosódicos, observando a pronúncia correta das palavras, o que inclui todas as suas le­tras. Evite o pedantismo a todo o custo, porque logo será descoberto. Pedantismo é falsa cultura. Na pronúncia da língua portuguesa atente para a acentuação, entonação e pontuação. Uma dicção exata impõe-se e dá destaque. Jesus certamente observava bem estas regras. O correto emprego das palavras é também muito importante. Por exem­plo, nunca dizer "verso" em lugar de "versículo", quando referir-se às divisões dos capítulos da Bíblia o certo é "versículo".

Jesus ensinou seus discípulos a orar, mas não a pregar, porque aprender a falar e pregar é tarefa nossa. Jesus unge a mensagem e opera por meio de­la. Por meio da oração buscamos o Senhor para que Ele inspire e ilumine a pregação. O que é para o ho­mem fazer. Deus não executa. (Ver Jo 11.39.) Um auxiliar valioso para a grafia e pronúncia correta dós nossos vocábulos é o "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa", edição de 1981.

O meio ambiente de pessoas cultas também in­flui poderosamente na boa formação linguística e cultural. O apóstolo Paulo nunca desprezou os li­vros (2 Tm 4.13). É de grande valor o estudo de bons livros, como concordância, dicionários, gra­máticas, manuais doutrinários, etc.

10. O manuseio prático da Bíblia

É muito importante o pleno desembaraço no manuseio do volume sagrado. Isto significa saber onde estão as passagens necessárias e localizá-las no volume sagrado com rapidez. É imperioso co­nhecer a abreviatura de cada livro. Como já foi di­to, este curso de evangelismo pessoal adota o siste­ma mais simples de abreviar os livros da Bíblia: apenas duas letras para cada livro, sem ponto abreviativo.

Há outros sistemas, mas esse é o mais simples. Nunca cite um versículo incompleto ou de ma­neira duvidosa. Isso compromete. Também nunca acrescente ou subtraia palavras do texto bíblico, mutilando-o. Quanto a isso é bom atentar para a advertência de Dt 4.2; 12.32; Pv 30.5,6; Ap 22.18,19. Neste curso temos de memorizar muitos textos da Palavra de Deus. Se isso parecer difícil ou im­possível, lembremo-nos de Fp 4.13.

11. O uso de folhetos e literatura em geral

Nunca distribua nada sem primeiro ler para si. Há um provérbio que diz: "Nem tudo que brilha é ouro". Ande sempre munido de porções impressas da Palavra de Deus: folhetos, revistas, Novos Tes­tamentos. Bíblias completas ou porções dela. Há ocasiões em que não se pode falar nem ingressar em determinados lugares, mas a Palavra de Deus pode fazer tudo isso. Milhares já foram salvos pela men­sagem impressa. Distribua a mensagem conforme a situação do momento.

O agricultor, quando semeia, escolhe a semente antes de lançá-la ao solo; ele assim faz porque os terrenos são diferentes. Também se pode evangelizar por meio de cartas pessoais. Neste caso, as car­tas devem sempre ser manuscritas, a fim de condu­zir o toque pessoal. Na Bíblia temos muitas mensa­gens em forma epistolar.

 https://youtu.be/wUpDxNqYzTg?si=JkqYOqZI2xjoVRW7

Mensagem de Deus

Deus tem uma Resposta

Postar no Facebook

Você diz: "Isso é impossível"
Deus diz: "Tudo é possível" (Lucas 18:27)
Você diz: "Eu já estou cansado"
Deus diz: "Eu te darei o repouso" (Mateus 11:28-30)
Você diz: "Ninguém me ama de verdade"
Deus diz: "Eu te amo" (João 3:16 & João 13:34)
Você diz: "Não tenho condições"
Deus diz: "Minha graça é suficiente" (II. Corintos 12:9)
Você diz: "Não vejo saída"
Deus diz: "Eu guiarei teus passos" (Provérbios 3:5-6)
Você diz: "Eu não posso fazer"
Deus diz: "Você pode fazer tudo" (Filipenses 4:13)
Você diz: "Estou angustiado"
Deus diz: "Eu te livrarei da angustia" (Salmos 90:15)
Você diz: "Não vale a pena"
Deus diz: "Tudo vale a pena" (Romanos 8:28)
Você diz: "Eu não mereço perdão"
Deus diz: "Eu te perdôo" (I Epistola de São João 1:9 & Romanos 8:1)

Você diz: "Não vou conseguir"
Deus diz: "Eu suprirei todas as suas necessidades" (Filipenses 4:19)

Você diz: "Estou com medo"
Deus diz: "Eu não te dei um espírito de medo" (II. Timóteo 1:7)

Você diz: "Estou sempre frustrado e preocupado"
Deus diz: "Confiai-me todas as suas preocupações" (I Pedro 5:7)

Você diz: "Eu não tenho talento suficiente"
Deus diz: "Eu te dou sabedoria" (I Corintos 1:30)

Você diz: "Não tenho fé"
Deus diz: "Eu dei a cada um uma medida de fé" (Romanos 12:3)

Você diz: "Eu me sinto só e desamparado"
Deus diz: "Eu nunca te deixarei nem desampararei"

Catequese

Precisamos nos comprometer mais com a evangelizaçâo na catequese , pois temos a responsabilidade de formar os futuros evangelizadores, você catequista é convocado por Cristo para á missão e jamais podemos nos acomodar , mas busquemos o melhor, nos esforçando-se cada vez mais na busca de uma evangelização voltada e alicerçada em princípios éticos, morais levando nossas criânças, adolescentes, jovens e adultos á ter um encontro pessoal com Cristo!

Reflexão

Acredite na Vida

Postar no Facebook

"Acreditar que a nossa vida não é melhor ou pior do que a de ninguém.
Nunca sentir-se maior ou menor, mas igual.
Fazer o bem sem olhar à quem e não esperar nada em troca, é uma maneira de encontrar a felicidade.
Procurar sorrir sempre, mesmo diante das dificuldades e não se envergonhar das lágrimas, diante da necessidade, é outra maneira de irmos ao encontro dela.
Ser humilde, prestar favores sem recompensas, abrir as mãos e oferecer ajuda, é uma maneira de buscar a felicidade.
Chorar e sofrer, mas lutar e procurar vencer, sem deixar o cansaço te derrotar, nem o desânimo ou o preconceito te dominar, é uma maneira de ganhar a felicidade. Aprender à defender seus ideais e a amar seus semelhantes, à conquistar seus amigos pelo que é e não pelo que queiram que seja, é mais uma maneira de abraçar a felicidade.
Saber ganhar e saber perder, é uma rara conquista, mas você consegue.
Tenha fé, acredite em Deus!!! Viva cada momento de sua vida como se fosse o último.
Faça de sua vida uma conquista de vitórias, uma virtude e aproveite tudo o que ela te der como oportunidade. Mesmo sofrendo, sofra amando. Pois é através do amor que você encontrará as chaves para abrir as portas da felicidade...''

EVANGELIZAR É PRECISO

Olá Posso tomar três minutos do seu valioso tempo? Porque te confundes e te agitas diante dos problemas da vida..? Quando tens feito tudo o que está em tuas mãos para tentar solucioná-las... deixa o restante a mim... Se te abandonares em mim tudo se resolverá com tranqüilidade, segurança os meus desígnios... Não te desespere, não me dirijas uma oração agitada como se quisesses exigir-me o comprimento de teu desejo. Fecha os olhos da alma e diz-me com calma “ Jesus eu confio em vós..” Evite as preocupações e angústias e os pensamentos sobre o que possa acontecer depois... Não estrague meus planos querendo impor as suas idéias...Deixa-me ser Deus e atuar com toda a liberdade... Abandona confiantemente em mim. Repousa em mim e deixes em minhas mãos o teu futuro... Diz-me freqüentemente : “Jesus eu confio em vós “ e não seja como o paciente que pede ao médico que o cure mas sugere o modo de fazê-lo... Deixe-se ser levado em minhas mãos ...não tenhas medo...EU TE AMO. Se acredita que as coisas pioraram ou complicaram apesar de tua oração, segue confiando , feche os olhos da alma e confia... Continua dizendo á mim , a todo o momento... “ Jesus eu confio em vós...” Necessito as mãos livres para agir...não me impeça com suas ações e preocupações inúteis, Satanás quer isso, agitar-te, angustiar-te , tirar-lhe a paz... Confia somente em mim abandona-te a mim, não te preocupes, deixa em mim todas as angústias e durmas tranquilamente . Diz-me sempre “ Jesus eu confio em vós” e verás grandes milagres, te prometo por meu amor... Envie a todas as pessoas que possas, se não fizer, não te cairá nenhuma maldição mas se o fizer, terás transmitido minha mensagem... Lembre-se sempre... “ Confia em Mim”.

Mestre Jesus

Mestre Jesus Jesus é hoje Instrutor do Mundo e continua a trabalhar incansavelmente pelo despertar da consciência crística na humanidade.Como homem encarnado, o bem-amado Jesus ofereceu-nos um espelho para a visão mais gloriosa de nós mesmos: a de Filhos de Deus, capazes de amar incondicionalmente e de transcender todos os limites e ilusões da matéria, sobretudo a morte. "Aquilo que eu faço, também vós sois capazes de fazer, e outras coisas ainda maiores", disse ele, afirmando a nossa ilimitada potencialidade divina. Afirmações transfiguradoras de Mestre Jesus: EU SOU o que EU SOU;EU SOU a porta aberta que homem nenhum pode fechar;EU SOU a luz que ilumina todo homem que vem ao mundo;EU SOU o caminho, EU SOU a verdade;EU SOU a vida, EU SOU a ressurreição; EU SOU a ascensão na Luz;EU SOU a satisfação de todas as minhas necessidades e carências;EU SOU a abundância derramada sobre toda a vida; EU SOU a visão e a audição perfeitas; EU SOU a ilimitada Luz de Deus manifestada por toda a parte;EU SOU a Luz do Santo dos Santos; EU SOU um filho de Deus; EU SOU a luz na sagrada montanha de Deus.

Minha lista de Blogs Parceiros