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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Mês da Bíblia


SETEMBRO: MÊS DA BÍBLIA Ciente de que a Bíblia é pouco valorizada pelos fiéis católicos, a CNBB, desde 1971 adota o mês de setembro como o “Mês da Bíblia”. A proposta é a de aproveitar o mês para incentivar os fiéis a adquirirem a sua Bíblia e organizar círculos de estudos bíblicos. Em novembro de 1965, no final do Concílio Ecumênico Vaticano II, Paulo VI promulgou a Constituição Dogmática Dei Verbum. Nela se afirma que “toda pregação eclesiástica, como a própria religião cristã, deve ser alimentada e regida pela Sagrada Escritura”, que constitui “alimento da alma e perene fonte de vida espiritual” (n. 21). O Concílio retomou a afirmação de Santo Agostinho de que “ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. Por isso fez um convite aos cristãos para que se achegassem ao texto sagrado “pela Sagrada Liturgia, pela piedosa leitura e por cursos bíblicos”. Citando Santo Ambrósio, alertou para a necessidade de a leitura da Sagrada Escritura vir acompanhada pela oração, “pois a Deus falamos quando rezamos e a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos” (25). A partir do Concílio a Igreja começou a incentivar as famílias a terem a sua Bíblia em casa. Por isso, hoje já são poucas as famílias católicas que ainda não têm Bíblia. Se, por acaso alguém ainda não a possuir, pode aproveitar as promoções que as livrarias católicas fazem no mês de setembro para adquiri-la. Ter a Bíblia em casa, não é suficiente para um cristão. É preciso também ler o que nela está escrito. E a leitura não pode ser feita da mesma forma como se lê um jornal ou um romance policial. A Bíblia deve ser lida em clima de oração e com o coração voltado para Deus, prestando atenção à mensagem que Ele nos quer passar. Colocar em prática o que a Bíblia propõe é o grande desafio para os cristãos. Mahatma Gandhi, depois de ter lido a Bíblia se desiludiu profundamente com os cristãos que levavam uma vida em total desacordo com os ensinamentos de Jesus. Dizia ele: “Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. O problema são vocês, cristãos, que não vivem o que a Bíblia ensina”. Aproveitemos a graça do mês de setembro para criar maior familiaridade com a Palavra de Deus. Procuremos dar-lhe um lugar de destaque em nossas casas e tirar alguns minutos do dia para ler algum texto bíblico. Se tivermos oportunidade, participemos de círculos e estudos da Bíblia que várias paróquias estão nos oferecendo. Acima de tudo coloquemos em prática o que a Palavra de Deus nos propõe. A exemplo da mãe de Jesus, “que guardava tudo em seu coração”, guardemos a Palavra de Deus, meditando sobre aquilo que ela nos propõe. 

Mês da Bíblia

Mês da Bíblia: Uma janela sobre o mundo bíblico

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Bíblia, O Livro Por Excelência


Bíblia Sagrada é o livro mais vendido no mundo, chegou à marca de 6 bilhões de cópias Aqui no Brasil a Bíblia é celebrada durante todo o mês de setembro. BIBLIA IIIA origem dessa celebração surgiu em 1971, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, Minas Gerais. Essa ação teve como finalidade instruir os fiéis sobre a Palavra de Deus. A difusão da Bíblia, também foi fundamental para aproximá-la do povo de Deus. Propondo um livro – ou parte dele – para ser estudado e refletido a cada ano, o Mês da Bíblia tem contribuído eficazmente para o crescimento da animação bíblica de toda pastoral. Em continuidade a esta história, a Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-catequética da CNBB definiu em 2012 que os quatro anos consecutivos seriam estudados os Evangelhos: Marcos (2012), Lucas (2013) e Mateus (2014), conforme a sequência do Ano Litúrgico, completando com o estudo de João em 2015. Cada Evangelho é relido na perspectiva da formação e do seguimento, destacando o que é específico de cada evangelista, bem como da comunidade que está por trás de cada Evangelho. No Brasil, o desejo de conhecimento e de vivência da Palavra fez surgir, com muito sucesso, a prática da leitura e reflexão da Bíblia nas famílias, nos quarteirões, nos círculos bíblicos, em grupos de reflexão, grupos de rua. O tema proposto para o mês da Bíblia esse ano é: Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Mateus . E o lema, “Ide, fazei discípulos e ensinai”(cf. Mt 28,19-20). Ele foi indicado pela Comissão Bíblico Catequética, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com as Instituições Bíblicas. O material – livro para aprofundamento e círculos bíblicos- já está pronto e poderá ser adquirido nas Edições CNBB: vendas@edicoes.cnbb.com.br. Fonte: noticias.cancaonova.com

Mês da Bíblia


Você sabe porque setembro é o Mês da Bíblia? O mês de setembro, para nós católicos do Brasil é o mês dedicado à Bíblia, isso desde 1971. Mas desde 1947, se comemora o Dia da Bíblia no ultimo domingo de setembro. O mês de setembro foi escolhido como mês da Bíblia porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo (ele nasceu em 340 e faleceu em 420 dC). São Jerônimo foi um grande biblista e foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja. Hoje a Bíblia é o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo e está em quase todas as casas, talvez nem fazemos idéia, mas a Bíblia é o livro mais vendido, distribuído e impresso em toda a história da humanidade. A Bíblia – Palavra de Deus – é o fruto da comunicação entre Deus que se revela e a pessoa que acolhe e responde à revelação. Por isso a Bíblia é formada por histórias de um povo, o Povo de Deus, que teve o dom de interpretar sua realidade à luz da presença de Deus e compreender que a vida é um projeto de amor que parte de Deus e volta para Ele. Nesse mês da Bíblia somos convidados a estudar e refletir sobre esse maravilhoso livro que têm tanto a nos revelar e instruir.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Bíblia


3 características que os católicos precisam recuperar urgentemente Por que palavras como “cristão”, “bíblia” e “evangelização” são associadas aos nossos irmãos e irmãs protestantes e não a nós, católicos? Pense em alguém que se descreve como cristão, fundamenta as suas crenças na bíblia e é apaixonado por compartilhar Jesus com os outros. Que tipo de pessoa veio à sua mente? . Eu acho que o primeiro pensamento da maioria das pessoas é um protestante evangélico. . Por que não um católico? O que foi que houve conosco? . Os católicos são membros da Igreja que compilou as Escrituras, da Igreja dos grandes santos missionários e mártires, da Igreja estabelecida pelo próprio Cristo. Como é que outras pessoas são hoje mais conhecidas que os católicos por ser evangelizadoras e cristãs que acreditam na bíblia? . Eu tenho certeza de que a nossa condição de minoria cultural aqui nos EUA foi um fator relevante para a formação dessa percepção: a maioria protestante teve mais força no estabelecimento dos usos linguísticos. E a falta generalizada de fidelidade à doutrina católica entre os autodenominados católicos, nas últimas décadas, certamente não tem ajudado a mudar isso... . Mas quaisquer que sejam as razões, eu acho que nós, católicos, temos sido “cúmplices” dessa percepção. . Isso é prejudicial tanto para a nossa compreensão de nós mesmos como católicos quanto para as nossas relações com os não católicos. É difícil viver a fé ortodoxamente e compartilhá-la com os outros se aceitamos falsas narrativas culturais, falsas dicotomias e uma terminologia imprópria. . Para ser bem claro: eu não estou dizendo que os católicos devam exigir que os outros parem de se identificar com essas características, nem que devamos forçar os outros a falar de nós dessa maneira ou daquela. As outras pessoas são livres para se expressar do ponto de vista da sua fé e da sua visão de mundo. . Mas nós também podemos! . Por isso, eu proponho que, em nossa forma de falar, em nossa mente e nas nossas ações, nós, católicos, nos atribuamos com mais confiança estas três características: 1) O termo "cristão" Quantas vezes você já ouviu alguém fazer distinção entre "católicos" e "cristãos", usando este último termo para se referir aos protestantes evangélicos? Compare com o número de vezes que você ouviu os católicos chamarem a si mesmos de "cristãos" em uma conversa normal. . Esta crise de identidade é bastante grave. A Igreja católica ensina que só nela está a plenitude da fé cristã. “Catolicismo” é apenas outro nome da religião cristã, significando precisamente “totalidade”, “universalidade”. Se o católico segue mesmo a sua fé, ele é o cristão no sentido mais completo do termo. . E se realmente acreditamos nisso, temos que refletir esta certeza em nosso falar. . É claro que não devemos abandonar o termo "católico". A Igreja afirma que os seguidores de Cristo batizados, mas não católicos, também são denominados "cristãos" com toda a justiça (Unitatis redintegratio, 3): por isso, precisamos do termo "católico" para ajudar a distinguir a nós mesmos. . Mas também precisamos nos chamar, com toda a confiança, de "cristãos". Ou, pelo menos, de "cristãos católicos". Não temos por que deixar que o termo "cristão" seja sinônimo de "protestante". 2) A bíblia . A bíblia ensina a doutrina católica. Ela não ensina a doutrina protestante. Sério. . É estranho ouvir isso? Pois bem, eu fui criado como protestante e percebi que muitos protestantes, especialmente evangélicos, insistem há tanto tempo em dizer que a fé deles é o que a bíblia ensina que é como se os católicos tivessem deixado só para eles essa prerrogativa. Deixamos a bíblia para eles! Pelo menos culturalmente falando. . Mas não deveríamos fazer isso. A bíblia não ensina a “sola fides” nem a “sola scriptura”. O purgatório, por outro lado, é completamente bíblico (cf. 1 Cor 3,11-15 , Mt 12,32, et al.). O mesmo vale para a autoridade da tradição oral (2 Ts 2,15), para o poder dos sacerdotes de absolver os pecados (Jo 20,22-23) e para a prática da oração pelos mortos (2 Macabeus 12,39-45). (Se você reparou na minha última referência bíblica, no parágrafo acima, e teve a sensação de que "bom, esse livro aí não conta muito", eu tenho que lhe dizer o seguinte: nós, católicos, acreditamos que 2 Macabeus é tão inspirado e canônico quanto o Gênesis ou o Evangelho de Mateus. E temos que tratá-lo como tal. Eles são todos, igualmente, a Palavra de Deus. A propósito, a bíblia tem 73 livros e não 66. Todas as bíblias com apenas 66 livros são incompletas, faltando-lhes partes vitais da preciosa Palavra de Deus, que nos dá vida). . Os católicos acreditam há séculos que a bíblia é a Palavra inspirada por Deus, desde bem antes da existência dos protestantes. E é precisamente o estudo da Palavra de Deus o que nos leva até a doutrina católica. . Eu não quero incentivar animosidade nenhuma entre católicos e protestantes: este artigo não tem a intenção de demonstrar que a bíblia ensina a doutrina católica. Eu só estou tentando ajudar a nós, católicos, a termos mais clareza sobre as nossas crenças. . Do nosso ponto de vista, a bíblia é completamente católica. Então, por que não agimos em coerência com essa certeza? 3) Evangelização . Evangelizar é uma missão que os evangélicos, mórmons e testemunhas de Jeová se esforçam para cumprir –e, às vezes, são ridicularizados por causa disso. “Ainda bem que somos católicos! Somos mais sofisticados”, há quem diga. “Deixe que os evangélicos, mórmons e testemunhas de Jeová fiquem com a reputação de evangelização. Neste mundo moderno e pluralista, nós não queremos ficar associados à tentativa permanente de empurrar as nossas crenças para cima dos outros, certo?”. . Mais ou menos. “Empurrar as nossas crenças para cima dos outros” não, mas manifestá-las com total naturalidade sim. Evangelizar é a missão primária da Igreja católica. . Duvida? Leia o Novo Testamento. Ou o catecismo. Ou a Evangelii Gaudium. . Não temos que copiar os métodos de evangélicos, mórmons e testemunhas de Jeová, mas nós, católicos, temos que acreditar que a nossa missão é, sim, a de evangelizar, a de transmitir a Boa Nova. E precisamos vivê-la abertamente: "Nós, na Igreja católica, acreditamos que todos precisam conhecer Jesus para salvar a sua alma e que o meio para conhecê-lo plenamente é fazer parte da Igreja católica, estabelecida por Ele". . O mundo inteiro tem que saber exatamente o que nós somos. Se as pessoas não sabem que a salvação das almas é a nossa missão, elas estão completamente desinformadas sobre o que é a Igreja católica. Se um católico não sabe ou não acredita nisso, nem ele mesmo sabe o que significa ser católico. . A evangelização deveria ser o foco da pregação católica, das nossas conversas e da vida diária de todos nós. Não podemos conceber o catolicismo sem evangelização. . E não estamos copiando a evangelização de outras pessoas. Nós, católicos, saímos ao mundo para evangelizar desde Pentecostes. Evangelizamos o Império Romano, levamos o Evangelho ao Extremo Oriente. Sempre fomos evangelizadores e temos que ser evangelizadores novamente. . A "nova evangelização", proposta por São João Paulo II e continuada por Bento XVI e Francisco, tem feito muito para devolver a palavra "evangelização" à linguagem cotidiana dos católicos. . É um bom começo. Nós, católicos, precisamos seguir o exemplo desses três papas, torná-lo nosso e, como os santos anteriores a nós, retomar o nosso papel de evangelizadores: divulgadores da Boa Nova de Jesus.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Bíblia sagrada


A BÍBLIA Conhecendo a Bíblia Sagrada 3. Origem e Formação da Bíblia 1. Indícios e evidências históricas O período histórico da formação da Bíblia situa-se entre 1100 a. C. ou 1200 a. C. a 100 d. C. Provavelmente, a mais antiga parte escrita da Bíblia é o Cântico de Débora, que se encontra no livro dos Juízes (Jz, 5). Quando os hebreus chegaram a Canaã, já havia na terra um certo desenvolvimento literário, como por exemplo, o alfabeto fenício (do qual se derivou o hebraico), que já existia no século XIV a. C. Os judeus chegaram lá por volta do século XIII a.C. Outro documento desta época é o calendário de Gezér, que data mais ou menos do ano 1000 a.C. É uma indicação de datas para uso dos agricultores. É o documento mais antigo encontrado na Palestina. Outro documento também muito antigo é o sarcófago do Rei Airam, que contém uma inscrição e foi encontrado nos séculos XIV ou XV a. C., em Biblos. Há ainda umas tabuletas encontradas em Ugarit (em 1929), onde estão escritos uns poemas semelhantes aos salmos, datando dos séculos XIV ou XV a. C. Além destes, há outros documentos provando que já havia uma escrita na Palestina, antes dos hebreus chegarem lá. A inscrição do túmulo de Siloé (700 a. C.), explicando como foi feito; os "óstracon", de Samaria, onde há uma espécie de carta diplomática, são documentos que provam a continuidade de uma atividade literária. Em Juizes 8,14, o autor descreve um acontecimento ocorrido mais ou menos em 1100 a.C. E em que língua foi escrito este fato pela primeira vez, na época em que aconteceu? Provavelmente no alfabeto fenício (pré-hebraico). 2. A tradição oral e a tradição escrita A parte mais antiga da Bíblia remonta justamente deste tempo (1100 a.C.), quando a escrita ainda não estava bem definida, e é oral. Desde este tempo já se fora criando uma tradição, que existia oralmente e era transmitida aos novos pelos mais velhos nas reuniões que havia nos santuários. Por este tempo, só eram relatados os acontecimentos do deserto, do Sinai, da aliança de Deus com o povo. Mas os jovens queriam saber o que havia acontecido antes disto. Então foram sendo compostas as histórias dos Patriarcas. Mas, e antes deles, antes de Abraão? Passaram à história da criação do mundo. Por isso, se afirma que a parte mais antiga da Bíblia é o Cântico de Débora, no livro dos Juizes. A partir daí, fez-se um retrospecto didático-histórico. Como dissemos, estas histórias iam sendo passadas oralmente de pai a filho, nos santuários. Acontece que nem todos iam para os mesmos santuários, o que motivou a existência de pequenas diferenças na catequese do norte e na do sul. A tradição do sul foi chamada de JAVISTA (J), pois Deus era tratado sempre por Javé; a do norte se chamou ELOISTA (E), porque Deus era tratado como Eloi. A tradição oral existiu até os tempos de Daví, quando foi escrita a tradição javista; meio século depois, foi escrita também a eloista. Por volta de 721 a.C., na época, da divisão dos reinos, quando Samaria foi destruída pelos assírios, muitos sacerdotes do norte fugiram para o sul e levaram consigo a sua tradição. A partir de então, as duas foram compiladas num só escrito. Falamos das duas tradições: uma do norte e outra do sul. Mas não existiam apenas estas duas, que são as principais. Há ainda a DEUTERONOMICA (D), encontrada casualmente em 622 a. C. por pedreiros, que trabalhavam num templo. Corresponde ao livro Deuteronômio da Bíblia atual. Após esta, surgiu a SACERDOTAL (P), nova compilação das catequeses antigas de Israel, datada do século VI a.C. Ao fim, estas quatro tradições foram combinadas entre si e compiladas em 5 volumes, dando origem ao Pentateuco da Bíblia atual. Na tradição Javista, Deus é antropomórfico. Na Sacerdotal, Deus é poderoso, está acima do tempo, o que significa um progresso no conceito de Deus que o povo tinha. A redação do Pentateuco se deu pelo ano 398 a.C. e compreendia a primeira parte da Bíblia judaica. A partir de Josué, a tradição continuou oral, para ser escrita somente por volta de 550 a.C. E foram escritas do modo como o povo contava. Por isso não se pode dar a mesma importância histórica aos fatos descritos nestes livros em relação a outros posteriores, pois alguns fatos narrados foram baseados na tradição popular, enquanto que outros foram baseados em documentos de arquivos (anais do Reino). Este é um grande desafio para os estudiosos e também uma fonte de divergências. 3. Os Intérpretes - Profetas e Sábios Durante muito tempo, os profetas foram os orientadores do povo de Deus. Os livros proféticos resumem os seus ensinamentos, e na sua maioria foram escritos só mais tarde, por seus seguidores. Somente por volta do ano 200 a.C. é que foram redigidos os livros proféticos. Os livros Sapienciais foram o resultado de um estilo literário que esteve em moda durante muito tempo, na época posterior ao exílio. São umas reflexões humanistico-religiosas. Passados os profetas, surgiram os sábios que raciocinavam sobre as coisas da natureza, tirando delas ensinamentos para a vida. Foram acrescentados aos livros sagrados nos últimos séculos a.C., sendo os mais recentes livros do AT. 4. A nova tradição da era cristã O NT não foi escrito com a finalidade de ser acrescentado à Bíblia. No tempo de Cristo e dos Apóstolos, o livro sagrado era apenas o AT. O próprio Jesus Cristo se baseava nele em suas pregações. E Ele mandou apenas pregar, e não escrever. Foi quando uma nova tradição oral foi se formando. E após a morte de Cristo, os apóstolos saíram pregando. Mas veio a necessidade de congregar outras pessoas para o anúncio, em vista do grande número de comunidades existentes. Então, começaram a escrever. Mais tarde, com a aceitação também de cidadãos estrangeiros nas comunidades, a mensagem precisou ser traduzida e adaptada. Além disso, o próprio povo necessitava de uma escrita (doutrina escrita) para se conservar una, após a morte dos Apóstolos. Esta redação, no início, era apenas de alguns escritos esparsos, que só depois de algum tempo foram juntos em livros. Exemplo disso está em Mc 2, uma série de disputas de JC com os Judeus, onde se vê claramente que foi recolhida de escritos separados. Também em João se lê: "Muitas outras coisas Jesus fez que não foram escritas..." (Jo 21,24) Isto significa que só foram escritas aquelas mensagens que teriam utilidade, conforme as necessidades momentâneas. O evangelho de Marcos, o primeiro a ser escrito, data dos anos 60 ou 70 d.C.; os de Lucas e Mateus, são de 70 ou 80, o que significa que somente após uns 40 anos da morte de JC sua palavra começou a ser escrita. 0 Evangelho de João só foi escrito em torno do ano 100 d.C. Antigamente, se acreditava ser Mateus o autor do primeiro Evangelho. Mas a critica histórica mostra que o de Marcos foi anterior. Aliás, a respeito deste evangelho de Mateus, não se sabe ao certo quem é o seu autor. Foi atribuído a Mateus, apenas por uma tradição e também por uma praxe da época de se atribuir um escrito a alguém mais conhecido e famoso, para que a obra tivesse mais autoridade. 5. Entendendo algumas dificuldades concretas Durante o tempo anterior á escrita dos Evangelhos, havia apenas a pregação dos Apóstolos, recordando os fatos da vida de Cristo, todavia eram fatos esparsos, sem nenhuma preocupação com seqüência ou unidade. Por isso os Evangelhos, que foram esta pregação escrita, se contradizem em algumas datas, o que mostra a pouca importância dada à cronologia. Os fatos eram recordados e aplicados, conforme as necessidades. Assim, até entre os Evangelhos sinóticos, que seguiram a mesma fonte, há diversificações. Por exemplo, no Sermão da Montanha, em Lucas fala "bem aventurados os pobres"; e em Mateus, "bem aventurados os pobres de espírito". A diferença consiste no seguinte: Lucas deu um sentido social, mais importante para as comunidades gregas, para as quais escrevia. Mas o de Mateus destinava-se às comunidades judias e queria combater uma doutrina dos judeus que tinham uma idéia falsa de pobreza. Para eles, o próprio fato de a pessoa ser pobre, já lhe garantia a salvação, enquanto outra pessoa, pelo simples fato de ser rica, já estava condenada. Por causa disso ele escreveu "pobres de espírito". Outro ponto de discordância é o caso da cura de um cego. Mateus diz "um cego, na saída de Jericó"; e Lucas "dois cegos, na entrada de Jericó". 0 fato da 'entrada' e 'saída' pode ser explicado pela existência de duas cidades chamadas Jericó. 0 fato de serem um ou mais cegos explica-se pelo seguinte: era comum naquele tempo os cegos formarem grupos em torno de um cego-lider; e o nome deste geralmente era o do grupo. No entanto, estes detalhes pouco importam ao evangelho. 0 seu interesse é a apresentação da mensagem (evangélion = boa nova). 6. A fonte comum Os Evangelistas sinóticos se basearam no Evangelho de Marcos e noutra fonte, convencionada por fonte "Q", simbolizando os inúmeros escritos esparsos de que já tratamos. Espalharam cópias destes por outras partes do mundo. Lucas, Mateus, cada um em lugares diferentes, se inspiraram nos escritos disponíveis e inclusive no evangelho de Marcos, que na época já havia sido escrito. O fato do primeiro Evangelho ser atribuído anteriormente a Mateus se deve a uma afirmação de Eusébio de que Mateus escrevera a "logia" do Senhor em aramaico. Mas a crítica histórica provou que o Evangelho que conhecemos não traz apenas a "logia" do Senhor e não foi escrito em aramaico, e sim em grego. Portanto a noticia de Eusébio se refere a outro escrito, e não a este evangelho. Nada impede, porém, que tenha sido escrito por discípulos de Mateus e atribuído ao Mestre. Aliás, a respeito de "Evangelho", o primeiro a usar esta palavra para indicar as memórias dos Apóstolos foi S. Justino, em 130 d.C. 7. As Cartas As cartas de Paulo foram enviadas para serem lidas em público. Em I Tes 5, 27 há uma alusão a isto. Havia também o intercâmbio das cartas, como se lê em Col 4,16: "mostrem esta carta para Laodicéia e tragam a de lá para vocês". Aos poucos as cartas foram colecionadas, e no fim do I século já se tem notícia delas, quando em II Ped 3,15 se lê: "...nosso irmão Paulo vos escreveu conforme o dom que lhe foi dado... " As cartas de Paulo foram os primeiros escritos do NT. Não se sabe quando os Evangelhos e elas foram acoplados, mas já no fim do I século estavam reunidos num só livro. As Epistolas Católicas (universais) são chamadas assim por se destinarem à Igreja em geral, e não a tal ou qual comunidade, como fizera Paulo. Elas também se originaram da necessidade pastoral, e já no começo do II século estavam incorporadas aos outros escritos do NT. Os Atos dos Apóstolos podem ser considerados a continuação do terceiro Evangelho, pois também foi escrito por Lucas. E o Apocalipse de S.João, livro profético, foi acrescentado por último. Nos escritos do NT, freqüentemente se encontram citações do AT. É que muitas vezes os Apóstolos queriam tirar dúvidas sobre certas passagens, que tinham falsa interpretação. Nas assembléias, eram lidos escritos do AT e do NT, para explicá-los. Exemplo disto temos em I Tes 4,15; I Cor 7,10.25.40; At 15, 28; I Tim 5,18; Lc 10,7. 8. O Cânon Sagrado No século IV, a Igreja se reuniu em Concilio em Nicéia, e uma das tarefas era organizar o "cânon", ou a lista de livros sagrados considerados autênticos. Neste Concilio, os livros foram estudados e se investigou quais os que sempre foram lidos nos cultos e sempre foram considerados legítimos. E se estabeleceu a ordem ainda hoje conservada. O motivo pelo qual alguns livros foram postos em dúvida era a grande quantidade de livros apócrifos, que fazia com que se duvidasse dos verdadeiros. Havia muitos livros que os judeus não aceitavam. Então os Ss. Padres ponderaram os prós e contras e definiram a lista que foi aprovada.

Bíblia Católica Online

Bíblia Católica Online

 https://youtu.be/wUpDxNqYzTg?si=JkqYOqZI2xjoVRW7

Mensagem de Deus

Deus tem uma Resposta

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Você diz: "Isso é impossível"
Deus diz: "Tudo é possível" (Lucas 18:27)
Você diz: "Eu já estou cansado"
Deus diz: "Eu te darei o repouso" (Mateus 11:28-30)
Você diz: "Ninguém me ama de verdade"
Deus diz: "Eu te amo" (João 3:16 & João 13:34)
Você diz: "Não tenho condições"
Deus diz: "Minha graça é suficiente" (II. Corintos 12:9)
Você diz: "Não vejo saída"
Deus diz: "Eu guiarei teus passos" (Provérbios 3:5-6)
Você diz: "Eu não posso fazer"
Deus diz: "Você pode fazer tudo" (Filipenses 4:13)
Você diz: "Estou angustiado"
Deus diz: "Eu te livrarei da angustia" (Salmos 90:15)
Você diz: "Não vale a pena"
Deus diz: "Tudo vale a pena" (Romanos 8:28)
Você diz: "Eu não mereço perdão"
Deus diz: "Eu te perdôo" (I Epistola de São João 1:9 & Romanos 8:1)

Você diz: "Não vou conseguir"
Deus diz: "Eu suprirei todas as suas necessidades" (Filipenses 4:19)

Você diz: "Estou com medo"
Deus diz: "Eu não te dei um espírito de medo" (II. Timóteo 1:7)

Você diz: "Estou sempre frustrado e preocupado"
Deus diz: "Confiai-me todas as suas preocupações" (I Pedro 5:7)

Você diz: "Eu não tenho talento suficiente"
Deus diz: "Eu te dou sabedoria" (I Corintos 1:30)

Você diz: "Não tenho fé"
Deus diz: "Eu dei a cada um uma medida de fé" (Romanos 12:3)

Você diz: "Eu me sinto só e desamparado"
Deus diz: "Eu nunca te deixarei nem desampararei"

Catequese

Precisamos nos comprometer mais com a evangelizaçâo na catequese , pois temos a responsabilidade de formar os futuros evangelizadores, você catequista é convocado por Cristo para á missão e jamais podemos nos acomodar , mas busquemos o melhor, nos esforçando-se cada vez mais na busca de uma evangelização voltada e alicerçada em princípios éticos, morais levando nossas criânças, adolescentes, jovens e adultos á ter um encontro pessoal com Cristo!

Reflexão

Acredite na Vida

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"Acreditar que a nossa vida não é melhor ou pior do que a de ninguém.
Nunca sentir-se maior ou menor, mas igual.
Fazer o bem sem olhar à quem e não esperar nada em troca, é uma maneira de encontrar a felicidade.
Procurar sorrir sempre, mesmo diante das dificuldades e não se envergonhar das lágrimas, diante da necessidade, é outra maneira de irmos ao encontro dela.
Ser humilde, prestar favores sem recompensas, abrir as mãos e oferecer ajuda, é uma maneira de buscar a felicidade.
Chorar e sofrer, mas lutar e procurar vencer, sem deixar o cansaço te derrotar, nem o desânimo ou o preconceito te dominar, é uma maneira de ganhar a felicidade. Aprender à defender seus ideais e a amar seus semelhantes, à conquistar seus amigos pelo que é e não pelo que queiram que seja, é mais uma maneira de abraçar a felicidade.
Saber ganhar e saber perder, é uma rara conquista, mas você consegue.
Tenha fé, acredite em Deus!!! Viva cada momento de sua vida como se fosse o último.
Faça de sua vida uma conquista de vitórias, uma virtude e aproveite tudo o que ela te der como oportunidade. Mesmo sofrendo, sofra amando. Pois é através do amor que você encontrará as chaves para abrir as portas da felicidade...''

EVANGELIZAR É PRECISO

Olá Posso tomar três minutos do seu valioso tempo? Porque te confundes e te agitas diante dos problemas da vida..? Quando tens feito tudo o que está em tuas mãos para tentar solucioná-las... deixa o restante a mim... Se te abandonares em mim tudo se resolverá com tranqüilidade, segurança os meus desígnios... Não te desespere, não me dirijas uma oração agitada como se quisesses exigir-me o comprimento de teu desejo. Fecha os olhos da alma e diz-me com calma “ Jesus eu confio em vós..” Evite as preocupações e angústias e os pensamentos sobre o que possa acontecer depois... Não estrague meus planos querendo impor as suas idéias...Deixa-me ser Deus e atuar com toda a liberdade... Abandona confiantemente em mim. Repousa em mim e deixes em minhas mãos o teu futuro... Diz-me freqüentemente : “Jesus eu confio em vós “ e não seja como o paciente que pede ao médico que o cure mas sugere o modo de fazê-lo... Deixe-se ser levado em minhas mãos ...não tenhas medo...EU TE AMO. Se acredita que as coisas pioraram ou complicaram apesar de tua oração, segue confiando , feche os olhos da alma e confia... Continua dizendo á mim , a todo o momento... “ Jesus eu confio em vós...” Necessito as mãos livres para agir...não me impeça com suas ações e preocupações inúteis, Satanás quer isso, agitar-te, angustiar-te , tirar-lhe a paz... Confia somente em mim abandona-te a mim, não te preocupes, deixa em mim todas as angústias e durmas tranquilamente . Diz-me sempre “ Jesus eu confio em vós” e verás grandes milagres, te prometo por meu amor... Envie a todas as pessoas que possas, se não fizer, não te cairá nenhuma maldição mas se o fizer, terás transmitido minha mensagem... Lembre-se sempre... “ Confia em Mim”.

Mestre Jesus

Mestre Jesus Jesus é hoje Instrutor do Mundo e continua a trabalhar incansavelmente pelo despertar da consciência crística na humanidade.Como homem encarnado, o bem-amado Jesus ofereceu-nos um espelho para a visão mais gloriosa de nós mesmos: a de Filhos de Deus, capazes de amar incondicionalmente e de transcender todos os limites e ilusões da matéria, sobretudo a morte. "Aquilo que eu faço, também vós sois capazes de fazer, e outras coisas ainda maiores", disse ele, afirmando a nossa ilimitada potencialidade divina. Afirmações transfiguradoras de Mestre Jesus: EU SOU o que EU SOU;EU SOU a porta aberta que homem nenhum pode fechar;EU SOU a luz que ilumina todo homem que vem ao mundo;EU SOU o caminho, EU SOU a verdade;EU SOU a vida, EU SOU a ressurreição; EU SOU a ascensão na Luz;EU SOU a satisfação de todas as minhas necessidades e carências;EU SOU a abundância derramada sobre toda a vida; EU SOU a visão e a audição perfeitas; EU SOU a ilimitada Luz de Deus manifestada por toda a parte;EU SOU a Luz do Santo dos Santos; EU SOU um filho de Deus; EU SOU a luz na sagrada montanha de Deus.

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